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quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Relação de Instrutores do Método de Ovulação Billings - MOB



Comunicamos aqui a relação de Instruores , cedida pela CENPLAFAM – Confederação Nacional de Centros de Planejamento Natural da Família, que são qualificados para o atendimento do Método de Ovulação Billings e que poderão contribuir com você para a aprendizagem e esclarecimento de dúvidas.
REGIÃO NORTE/NORDESTE
AMAZONAS
Cidade: Manaus
Instrutoras: Mª do Socorro e Ismênia
Contato: (092) 3237-1855 3236-8016
CEARÁ
Cidade: Fortaleza
Instrutora: Lucia F. S. Menezes
Contato: (085) 3088-5235 8877-2256
email – luciastudart@hotmail.com
Cidade: Sobral
Instrutora: Maria Claudia Galdino
Contato: (088) 3611-3472
PARAÍBA
Cidade: João Pessoa
Instrutora: Valéria M. L. Medeiros
Contato: (083) 3222-1176 / 3221-6385
PERNANBUCO
Cidade: Recife
Instrutor: Lúcio Monteiro
Contato: (081) 3269-8803
ALAGOAS
Cidade: Maceió
Instrutora: Maria Elba Risco Padilha
Contato: (082) 3241-2828
email – mariaelhapadilha@yahoo.com.br
BAHIA
Cidade: Salvador
Instrutora: Rosenilde P. Teixeira/ Casa de Maria
Contato: (071) 3363-7255
Cidade: Vitória da Conquista
Instrutora: Ângela Maria Melo P. Oliveira
Contato: (077) 3082-0017
email – givoneide_santos10@hotmail.com
Cidade: Itabatan
Instrutora: Enfermeira Maria Celina Toledo Martins
Contato: (-27) 3763-2370
Usuária de referência: Gorette Maciel Oliveira Silva
Contato: (073) 3605-2230
REGIÃO SUDESTE
Minas Gerais
Cidade: Belo Horizonte
Instrutores: CEAVI
Contato: Ana Paula e Esenclever (telefone: 31-3331-6272 e 31-9412-1314 email: anasm@oi.com.br)
Cidade: Belo Horizonte
Instrutora: Luciana M. P. Nakashima
Contato: (031) 3383-3429
Cidade: Divinópolis
Instrutores: Luciana e Alysson
Contato: (037) 3214-7988 alysson.maia@br.abnamro.com
Cidade: Itabirito
Instrutora: Jussara M.dos Reis Carvalho
Contato: (031) 3561-1339 Yechua@uol.com.br
Cidade: Itabirito
Instrutora: Lane D.M. dos Reis Baeta
Contato: (031) 3563-1389
Cidade: Itabirito
Instrutora: Luciana G. do Couto Assis
Contato: (031) 3563-2862 Marcianoassis@uol.com.br
Cidade: Itaúna
Instrutores: Adriana e Roberto
Contato: (037) 3241-0697
Cidade: Itaúna
Instrutores: Ceviva
Contato: ceviva.itauna@bol.com.br ceviva.itauna@yahoo.com.br
Cidade: Itaúna
Instrutores: Denise e Carlos (Ceviva)
Contato: (037) 3242-3823 ceviva_itauna@yahoo.com.br cevisaitaúna@yahoo.com.br
Cidade: Itaúna
Instrutores: Izabel e Evandro
Contato: (037) 3241-9296
Cidade: Juiz de Fora
Instrutores: Marilda e Vilela
Contato: (032) 3061-0018
Cidade: Machado
Instrutora: Jane Cristina de Melo Ferreira
Contato: (035) 9953-4061
Cidade: Mariana
Instrutora: Ângela Célia Horst Milanez
Contato: (031) 3557-3060
As pessoas residentes na Arquidiocese de Mariana-MG podem entrar em contato com o CEVAVI (Centro de Valorização da Vida) para obter mais informações sobre o MOB através do telefone: (31) 38914093 ou do email cevavi@gmail.com.
Cidade: Montes Claros
Instrutores: Manoel e Rosangela
Contato: (038) 3224-1856
Cidade: Pouso Alegre
Instrutora: Roséia
Contato: (035) 3421-7758
Cidade: Viçosa
Instrutora: Ana Maria Saraiva R. de Souza
Contato: (031) 3891-4093
Cidade: Viçosa
Instrutora: Aparecida C. M. de Carvalho
Contato: (031) 3891-4690
Cidade: Viçosa
Instrutora: Eliane José Ferrão
Contato: (031) 3891-5191 ferraovicosa@yhaoo.com.br
Cidade: Viçosa
Instrutora: Maria Ap. G. Alves da Silva
Contato: (031) 3891-0215
Espírito Santo
Cidade: Colatina
Instrutora: Marta R. L. Casrelurber
Contato: (027) 3721-6348
Cidade: São Mateus – referência de Assessoria do MOB para a Comunidade Canção Nova
Instrutor: Casal Celina e Gerson
Contato: (027)3763-2370 (periodo comercial) ou 3767 – 0963 ( periodo noturno)
email – psipensar@psipensar.com.br
Rio de Janeiro
Cidade: Itaguaí
Instrutora: Ir. Maria Geralda Rios
Contato: (021) 2688-7926
Cidade: Resende
Instrutores: Alessandra e Lucimar
Contato: (024) 3355-0145 alcristo@uol.com.br
São Paulo
Cidade: Americana
Instrutores: Kelly e Jamis
Contato: (019) 3462-5196 3462-5918
Cidade: Aparecida
Instrutora: Terezinha M. S. A. Nunes
Contato: (012) 3105-1214
Cidade: Araçoiaba da Serra
Instrutora: Marcia Ledo
Contato: (015) 3281-2213 marcialedo@alginet.com.br
Cidade: Araras
Instrutor: Onivaldo Mosca Júnior
Contato: (019) 3544-1589 3541-9975 onyvaldo@yahoo.com
Cidade: Assis
Instrutores: Paulo e Rosangela
Contato: (018) 3324-9546 pauloero@zipmail.com.br
Cidade: Barueri
Instrutora: Rosinete
Contato: (011) 4201-5333 7253-5238
Cidade: Bauru
Instrutora: Maria Luiza T. M. Monteiro
Contato: (014) 3223-3228 heu@fc.unesp.br
Cidade: Campinas
Instrutora: Valéria Campani
Contato: (019) 3251-6072
Cidade: Caçapava
Instrutores: Luciene e Matheus
Contato: (012) 3652-6562
Cidade: Cerquilho
Instrutora: Patrícia J. Mancio Gomes
Contato: (015) 33844673
Cidade: Cruzeiro
Instrutora: Eliane
Contato: (012) 31453643
Cidade: Dracena
Instrutora: Ana Maria M.
Contato: (018) 3821-3340
Cidade: Guarulhos
Instrutora: Flávia Negri
Contato: (11) 6401-7188
Cidade: Guarulhos
Instrutores: Maria Ester e Marcos
Contato: (011) 64972160 marcosmarester@ig.com.br
Cidade: Holambra
Instrutor: Terezinha T. V. der Geest
Contato: (019) 3802-1551
Cidade: Jundiaí
Instrutores: Niuza e Donizete
Contato: (011) 4533-7669 / 4585-5380 donfraneves@ig.com.br
Cidade: Lençóis Paulista
Analice Rodrigues de Uzêda – anaru86@gmail.com
Maurício Victor de Uzêda – muzeda86@gmail.com
Rua José Bonifácio 556, Vila Marimbondo, Lençóis Paulista – SP – 18683-420
Tel: 14-3263-3335 / 14-81556993 / 14-9631-3209
Cidade: Limeira
Instrutora: Marcelo e Sônia Cátia da Silva
Contato: (019) 3038-0196 marcelo_catia@yahoo.com.br
Cidade: Lorena
Instrutora: Ir. Maria da Glória C. Santos
Contato: (012) 3152-2869 casa.auxiliadora@terra.com.br
Cidade: Mogi Guaçu
Instrutora: Cláudia Benedetti Nery
Contato: (019) 3891-2678
Cidade: Mogi Mirim
Instrutores: Terezinha Lima Bueno
Contato: (019) 3862-1293 3862-1726
Cidade: Monte Alto
Instrutores: Cléa e Daniel de Almeida
Contato: 3243-3479
Cidade: Osasco
Instrutores: Vanessa e Augusto
Contato: (011) 3699-1672
Cidade: Ribeirão Preto
Instrutores: Adriana e Marcos
Contato: (016) 3637-2536 9716-0079
Cidade: Piraju
Instrutora: Luciana Bragança S. Barroso
Contato: (014) 3351-4135 3351-9222 ceifar ceifar@wiuf.com.br
Cidade: Santa Barbara D´Oeste
Instrutores: Antonio e Aparecida
Contato: (019) 3458-2190 9182-6741
Cidade: São Caetano do Sul
Instrutores: Gabriela e Ricardo Fernandes
Contato: (11) 8439-6919 riccasf@ig.com.br ricagabifernandes@vivax.com.br
Cidade: São Caetano do Sul
Instrutora: Silvia Maria Gueiros
Contato: (011) 4229-7112 8205-2815 silviagueiros@yahoo.com.br
Cidade: São Carlos
Instrutora: Olga Lúcia
Contato: (016) 33642848
Cidade: São José dos Campos
Instrutores: Cirlene e Anderson
Contato: (012) 3302 6408 cenplafamsjc@yahoo.com.br
Cidade: São José dos Campos
Instrutores: Vera e Braulino
Contato: (012) 3916-3152
Cidade: São Paulo
Instrutores: Elaine e Murilo
Contato: elainefranc@zipmail.com.br
Cidade: São Paulo – Sede da CENPLAFAM
Instrutoras: Enferimeria Heloisa e Ir. Martha
Contato: (011) 3889-8800 (periodo comercial) ou 3871-0245 ( periodo noturno)
e-mail: helopereira_cenplafam@hotmail.com
Cidade: São Paulo
Instrutores: Lucila e Paulo
Contato: (011) 6151-8845 lucila_queiroz@ig.com.br
Cidade: São Paulo
Instrutora: Marcia Goes Noel
Contato: (011) 59327546
Cidade: São Paulo
Instrutora: Marinalva
Contato: (011) 5939-2119 mari.farias@ig.com.br
Cidade: São Paulo
Instrutores: Maria e Valdomiro
Contato: (011) 58736611
Cidade: São Paulo
Instrutora: Renata Célia
Contato: (011) 5928-1030
Cidade: Tanabi
Instrutores: Tânia e Osmar
Contato: (017) 3272-4463
Cidade: Taubaté
Instrutora: Cecília Xavier Jorge
Contato: (12) 9751-1035
Cidade: Votorantim
Instrutora: Sandra M. M. Lopes
Contato: (015) 32437465
Cidade: Cachoeira Paulista – Comunidade Canção Nova
Instrutora: Missionária Fabiana Azambuja – Bia ou Enfermeira Cristiane ( Posto de Saúde)
Contato: 011 – 3186 – 2600 – solicitar ramal
email: mob@cancaonova.com

REGIÃO SUL E CENTRO-OESTE
PARANÁ
Cidade: Altônia
Instrutores: Jean e Elaine
Contato: (44) 3659-3770 jeanolivo@brturbo.com.br
Cidade: Altônia
Instrutores: José Cláudio e Ermida
Contato: (44) 3659-3044
Cidade: Cambé
Instrutora: Célia Cristina Melo
Contato: (43) 3254-4302
Cidade: Cambé
Instrutora: Wercy Costa da Silva
Contato: (43) 3251-3204
Cidade: Curitiba
Instrutores: Cenplafam-Curitiba
Contato: (41) 3233-8203
email – mavafreitas@hotmail.com
Cidade: Guarapuava
Instrutora: Dilselene
Contato: Dilselene.reis@camporeal.edu.br
Cidade: Guarapuava
Instrutor: Pe. Ronaldo da Cruz
Contato: (42)3623-8295 / 3624-3365
email – cruzreonaldo@terra.com.br
Cidade: Londrina
Instrutora: Alisangela Mazieiro
Contato: (43) 3328-1934
Cidade: Londrina
Instrutora: Ir.Lucimar Stefano
Contato: (43) 3322-2988
email – cenplafanlda@conectway.com.br
Cidade: Maringá
Instrutora: Ellen Carla Baraldi
Contato: elenbaraldi@hotmail.com
RIO GRANDE DO SUL
Cidade: Frederico Westphalen
Instrutora: Selita Beatriz Marioto
Contato: (55) 37441065 psi05655@al.uri.fw.com.br
Cidade: Santa Maria
Instrutora: Rosângela Maria Lovato
Contato: (55) 3226-7333
Cidade: Seberi
Instrutora: Angelita Wilczorek
Contato: (55) 37462278 titawilczo@hotmail.com
DISTRITO FEDERAL
Cidade: Brasília
Instrutor: Ana Firmina Borges
Contato: (061) 3352-7347
email – cenplafambsb@bol.com.br

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Conhecendo o MOB - Parte II


7 - Interpretacão do gráfico 
A interpretação do gráfico deve ser evitada a princípio, para não ocasionar ansiedade ou até mesmo interpretações equivocadas. É impar ressaltar que  o MOB não trabalha na observação de um dia ou outro, não são as características do muco observado que me garantem infertilidade no dia da anotação em questão, e sim o estudo de um padrão evolutivo da sensação, proveniente da produção do muco cervical e suas características, permitindo reconhecer o potencial de fertilidade.

8 - Padrões de fertilidade e infertilidade
Os dias inférteis são reconhecidos pela mulher através da  observação de uma sensação sem mudança em sua vulva, dia após dia. A esta característica no ciclo dá-se o nome de Padrão Básico de infertilidade (PBI) e seu período ocorre do final da menstruação até o início de seus dias férteis.

Existem dois tipos de padrão básico de infertilidade:
1)    PBI  seco - reconhecido como uma sensação de secura sem mudança e nenhuma presença de muco (a usuária não vê nada e não sente nada).
2)    PBI de fluxo - reconhecido como uma sensação molhada/pegajosa e geralmente o muco é visível, ambos não sofrem alteração com o passar dos dias ( a usuária sente e geralmente vê dia após dia a mesma coisa, sem mudanças, o mesmo em cada ciclo).  Algumas usuárias, podem observar a presença de um fluxo, porém sente-se secas.

O PBI seco já pode ser determinado durante a anotação do primeiro ciclo de registro das observações.
No PBI de fluxo, se faz necessário a anotação de 1 a 3 ciclos, para  identificação com confiança do ponto de mudança, produzida pelo muco de tipo fértil e sua sensação proveniente. É importante acrescentar que os 3 ciclos estudados para o processo de identificacão e confiança  do ponto de mudança, não é necessária a abstinência sexual dos mesmos, a abstinência ocorre somente no periodo pré-ovulatório, pois a mulher já está apta em reconher seu dia ápice. (ver ítem10)

9.1 - Ponto de mudança
O início da fase fértil é identificado com a mudança do PBI, a mulher aprende a identificar o ponto de mudança entre período infértil  e sua passagem para o período fértil. De acordo com o PBI da mulher as suas observações serão as seguintes:

PBI seco - a indicação do início da fertilidade, é a mudança da sensação na vulva, de seca para não mais seca e poderá ser visível um tipo de muco opaco, pegajoso, espesso. Muitos acreditam que este muco indica infertilidade, porém esta é uma crença equivocada, pois no PBI seco, a presença de muco é a sinalização que o tampão protetor de muco, que mantinha  a cérvix fechada e protegida desprendeu-se da mesma, tornando-a aberta para a entrada dos espermatozóides.

PBI de fluxo-  a indicação do início da fertilidade é a mudança de sensação na vulva, de molhada/pegajosa para molhada/lubrificada  ou  molhada/escorregadia, a percepção na mudança das características do muco, podem ser visíveis ou não, porém a sensação será sempre identificada.

9.2 - Padrão fértil do muco
No padrão fértil do muco, ocorrem mudanças diariamente, existe uma progressão na sensação (padrão evolutivo do muco).

PBI seco- o padrão evolutivo descrito é de seca, molhada/pegajosa até molhada/lubrificada.

PBI de fluxo- molhada/pegajosa até molhada/lubrificada .

Em ambos, pode ser  possível a observação de fios transparentes ou turvos de muco até o sintoma Ápice (ítem 9.3). Esta época, também está associado  com maior sensibilidade e inchaço na vulva e a palpação no gânglio linfático inguinal.
Cabe ressaltar novamente, que o mais importante não é o que se vê e sim a sensação experimentada, pois mesmo sentindo-se muito molhada, muito pouco ou nenhum muco pode ser visível. 

As usuárias do MOB descrevem o muco fértil de inúmeras maneiras, claro, liso, turvo, manchado de sangue, pouco rosado, cor de café (borra), amarelo e com graus variados na quantidade. Algumas mulheres antes de se conhecer, ficam desanimadas, pois esperam ver um tipo de muco que se parece com clara de ovo cru, esquecendo-se que as características visualizadas é dependente da individualidade.
Ao iniciar o uso do MOB, a mulher necessita compreender que a observação é  do ciclo como um todo, o foco do estudo é o padrão evolutivo do muco e não observações isoladas, não há como determinar infertilidade, somente pela visualização de um tipo de muco espesso, ou seja, informações isoladas não  asseguram interpretações seguras. 

9.3 - Sintoma Ápice
É definido como o último dia da sensação molhada/escorregadia.
Esta é  a sensação mais importante experimentada pela mulher, pois a ovulação ocorre muito próxima da ocorrência deste ou até 48 horas após o sintoma, este é o dia mais fértil do ciclo, mesmo que o muco não seja visualizado, a sensação de lubrificada está presente.
Cabe ressaltar, que algumas mulheres acreditam que o dia mais fértil do ciclo, é o dia de maior quantidade de muco, isso é uma crença infundamentada.

9.4 - Reconhecendo o Ápice
O dia ápice somente se determina no dia seguinte, quando não há mais sensação  molhada/escorregadia, é algo retrospectivo. Quando a mulher retorna a identificar a sensação na vulva, como seca ou molhada/pegajosa, semelhante a de antes do ponto de mudança, precisamente pode dizer: - ontem foi meu dia ápice.
Está é a regra de ouro do ciclo.
Após o dia ápice a mulher é fértil mais 3 dias completos.

10 - Regras Básicas do MOB
 O MOB é um meio natural, para adiar ou conseguir a gravidez, ou seja, todas as regras aplicadas são comportamentais, com fundamentos científicos seguros e confiáveis.

10.1 - Regras para o adiamento da gravidez

Regra dos Primeiros Dias ( antes do ápice )

1) Regra 1-  Durante a menstruacão, em dias de abundante sangramento, evitar relações sexuais.

2) Regra 2- Durante o PBI, manter relação sexual em noites alternadas .

3) Regra 3- Evitar a relação sexual em qualquer dia de muco ou sangramento que interrompa o Padrão Básico de Infertilidade. Qualquer mudança do PBI (sensação e/ou aparência ou algum tipo de sangramento), é aplicado o  "Esperar para ver"Abstém-se de relação sexual, para esperar um padrão de evolução do muco até identificação do dia ápice (Regra do Ápice/ver ítem 11). Se não for possível a identificação, após observar o retorno de três dias de PBI, está liberada a noite do 4º dia para reiniciar as relações sexuais, se mantém a Regra 2.

11 - Regra do Ápice

4) Identificado o dia ápice, esperar 3 dias completos para iniciar relação sexual.

Do quarto dia após o ápice, até o final do ciclo, o período é de infertilidade, as relações sexuais estão liberadas e não há necessidade de aplicação das regras comportamentais.


12 - Eficácia do MOB
O índice de gravidez relacionado ao método é menos que 1%. O índice total de gravidez varia de menos de 1% até números maiores, de acordo com a escolha dos casais usando o método.

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Conhecendo o MOB - Parte I



1 - Aprender o MOB
Aprender o MOB é muito fácil. Bastará tão somente que a mulher saiba dialogar com o seu próprio corpo, ficando sempre atenta aos sinais de que ele emite através da visão do muco e da sensação de secura ou umidade na vulva que este produz.
Uma dica para facilitar esse diálogo é a mulher  perguntar-se sempre:
-       Como sinto minha vulva agora?
O corpo emite sinais claros no tempo que antecede a ovulação, permitindo a mulher sentir-se segura na sua observação. No entanto, algumas mulheres sentem-se ansiosas ao iniciar o método, porque temem não conseguirem ter percepção alguma. Um exemplo fácil a ser aplicado neste caso, é o início da menstruação, a vulva neste período não está seca, a sensação que a mulher refere é de molhada ou de algo pegajoso e o sangue é visível, mas cabe salietar que a sensação da vulva molhada antecede  a visualização do sangue. A sensação na vulva é o evento  mais importante, garantindo o aprendizado a todas as mulheres, inclusive as deficientes visuais.

2 - Materiais Necessários
-    Caneta ou lápis de cor.
-    Papel para registro do gráfico.
-    Suas observações.

3 - Como realizar as observações
As observações são realizadas ao longo do dia, durante as atividades habituais: trabalhar, andar, praticar exercícios. Na posição em pé e com a movimentação do corpo, o muco cervical deixa o canal vaginal, alterando a sensação na vulva, porém é importante lembrar que nem sempre o muco é visível.  A mulher identifica a sensação na vulva e posteriormente realiza a inspeção do muco se possível. Não devem ser realizados exames internos, já que a  vagina é sempre molhada e essa atitude pode ocasionar confusão. O muco deve ser  visualizado  naturalmente, na roupa íntima, ao higienizar-se e/ou durante as eliminações fisiológicas.
A mulher se mantém em sintonia com seu corpo, tornando-se automático e harmônico memorizar as mudaças que ocorrem, para posteriormente anotá-las.

 4 - Registro do gráfico
Um registro diário é essencial no MOB, pois facilita o reconhecimento  dos sinais da fertilidade, tornando a mulher apta e segura.
As anotações das observações são realizadas a noite, já que a sensação na vulva pode ser alterada ao longo do dia.
Foi desenvolvido um registro padrão de cores ou símbolos para recordação das observações. Manter as anotações destas torna-se rapidamente algo natural.
O registro é muito simples, requer apenas que pinte ou marque  no gráfico, a cor ou símbolo apropriado, depois escreva duas ou três palavras que descrevam a sensação produzida pelo muco e sua aparência. O importante é anotar sempre a mesma palavra para descrever a mesma sensação e aparência, estas possibilitam informações precisas do ciclo. 
A medida que passam os dias, a mulher familiariza-se com suas anotações. O seu padrão de muco e as sensações que estes produzem em ciclos normais, começam a ser identificados. Caso exista alguma alteração no ciclo, como retardo ou adiantamento da ovulação, rapidamente esta também já pode ser reconhecida. As alterações no ciclo mais comuns são por: estresse, amamentação, pré-menopausa e interrupção da medicação hormonal.

5 - Quando iniciar o registro
Muitas mulheres acreditam que o primeiro registro deve acontecer no primeiro dia da menstruação, esta é uma prática equivocada e sem necessidade. O primeiro registro se inicia imediatamente após a aprendizagem (ítem 6), e sua duração para avaliação é usualmente de duas a quatro semanas. Neste período orienta-se a mulher ou o casal a abster-se de todo contato genital, chamado de silêncio genital, desta forma as observações não são prejudicadas pela secreção proveniente da relação e contato genital, que podem retardar o aprendizado.
A partir deste período, informações valiosas do ciclo menstrual serão identificadas, permitindo o reconhecimento de quando se está potencialmente fértil e quando se está infértil.
A familiarização com as observacões, anotações e a consulta com um instrutor licenciado, tornarão a mulher mais segura.

6 - Observações na vulva
Sensação – esta é a observação mais importante.
Toda mulher experimenta alguma sensacão na vulva. O muco cervical necessariamente produz uma sensação ao deixar o canal vaginal, que ao longo do dia, nas atividades diárias, a mulher o observa, ou pode ser treinada a observar. Esta pode ser de secura (nenhuma sensação) ou de molhada.

Os termos habitualmente utilizados são:
-       Seca – nenhuma sensação
-       Molhada – esta sensação é  variável, de acordo com o momento do ciclo menstrual. Existem duas  sensações experiementadas específicas, a mulher não se sente seca, descrita como algo pegajoso, molhada/pegajosa, e a sensação de algo que molha, descrita como algo que é escorregadio na vulva, molhada/lubrificada ou molhada/escorregadia.

Aparência – Ao sentir a presença do muco e se possível observação visual. Os termos habitualmente utilizados são:
-       Cor - opaco, turvo, claro, transparente, borra(quando está manchado de sangue), presença de fios.
-       Fluidez -   espesso, grosso, aquoso, fino
-       Quantidade – pouca, média e grande.

O fator quantidade é muito variável, pois é dependente da produção de muco de cada mulher.
A mulher não deve se apegar a essas descrições, pois são somente sugestões. Utilizar suas próprias palavras a cerca das sensações e aparência do muco, podem facilitar a observação, aprendizado e segurança, que posteriormente serão utilizadas no registro.
A descrição não precisa ter sentido para outras pessoas, simplesmente devem ser anotadas e posteriormente explicadas para uma instrutora qualificada.
Cabe relatar, que muitas mulheres, ao receberem as informações básicas do MOB, surpreendem-se nas anotações iniciais, pelas diferentes sensações observadas e de como o diálogo com seu corpo é verdadeiro.

[Continua...]


sábado, 17 de outubro de 2015

O que tem de bacana no Método Billings?



Então, vem ver o que tem de bacana?

O reforço da autoestima da própria mulher
  • Ela sabe o que está acontecendo em seu corpo, sabe que pode ter relações prevendo as consequências, dignifica seu corpo. Entende a função reprodutiva, compreende como funciona. Dar luz a estas incógnitas a faz mais dona de si mesma e permite a uma entrega maior a seu marido. Faz com que ele também se aproxime  a maravilhosa engrenagem do funcionamento do corpo do homem e da mulher. Conhecer o ciclo menstrual é chave para conhecer o porque a psicologia da mulher ao longo do mês também é cíclica. É positivo este conhecimento para as mulheres casadas e também para as jovens e adolescentes que tem que aceitar umas mudanças corporais e hormonais vertiginosas.
A responsabilidade compartilhada
  • Tanto o marido como a mulher responde por seus atos. Não estamos frente a um método anticonceptivo que falha ou não falha. São o marido e a mulher, no exercício de sua liberdade, quem toma uma decisão e a desejam cumprir, e entra no possível que, por determinadas circunstâncias, mude essa decisão, sendo eles os únicos responsáveis.
  • A responsabilidade é um exercício profundamente humano vinculado à liberdade, a possibilidade de decidir a cada momento o caminho a escolher.
O autocontrole é uma qualidade
  • Que permite assegurar o bem do outro, preocupar-se com que o outro necessita doar-se quando a ocasião o requer. O controle dos impulsos, em geral, e dos impulsos sexuais em particular favorece o crescimento do amor do casal.
  • “… o que parece a primeira vista mais bem mecânico (o respeito do “tempo  da mulher; que não se refere só aos períodos férteis, senão também  aos múltiplos ritmos da vida e as circunstâncias) e que exige às vezes espera e renuncia, e por tanto “trabalho e sacrifício”, é precisamente o que faz nascer uma espontaneidade distinta: profunda, secreta, permanente”.
Ajuda a descobrir a ternura e a afetividade que encerra a sexualidade
  • O domínio das manifestações genitais sobre outras mostras de afeto leva frequentemente a esquecer da ternura e todos os demais sinais de atenção recíproca.
  • O período de abstinência pode ajudar ao casal a descobrir a ampla gama de manifestações também corpóreas através das quais se podem expressar o amor.
  • Para que exista a ternura é necessário envolver-se com o outro através do espírito, a mente, o coração, o sentimento, as palavras, o gesto, o mesmo dom do corpo.
Desenvolvimento da comunicação
  • A diferença da contracepção em que um ou outro dos membros do casal utiliza um método, aqui os dois se veem levados a falar de sua sexualidade, a expressar o amor de diferente maneira, a comunicar as razões mais profundas que os podem levar a retardar uma gravidez. A utilizar a linguagem do corpo para expressar-se.
Estabilidade conjugal
  • Em última instância o que cresce é o AMOR conjugal. Cada um dos valores de que estamos falando dão suporte para o amor.
  • Quando o homem e a mulher se amam, se respeitam, expressam o amor em toda sua riqueza nos diferentes momentos do ciclo. Usam as próprias energias na pessoa amada, requer tempo e muitos pequenos detalhes cotidianos que entrelaçam a construção do verdadeiro amor porem de tudo isto emana paz e serenidade no lar.
  • Os Filhos, os parentes, a sociedade  percebem essa harmonia.
Respeito à vida
  • Compreender o milagre da vida é o início ao respeito à vida nascente.
  • Constata-se como muitos casais que tinham inúmeras razões para evitar uma gravidez, depois de alguns meses de aprendizagem abrem suas portas a um novo filho porque  redimensionaram sua vida, perderam o medo à vida porque agora sabem como ocorre, porque melhoraram em sua harmonia conjugal, enriqueceram sua afetividade.
  • Não poderíamos falar da regulação natural da fertilidade sem falar do respeito à vida e as fontes da vida.
Fontes: http://www.cenplafam.com/portal/metodo-natural/

sexta-feira, 16 de outubro de 2015

O sexo como dom e presente de Deus


Estamos vivendo uma cultura de sensualidade e permissivismo, onde Deus é excluído e as pessoas fazem o que bem entendem, sem tomar consciência das consequências e da destruição que estão causando ao mundo, às famílias e ao ser humano. É uma cultura que “ataca” estritamente os jovens, aqueles que deverão formar e gerar as futuras famílias.
O sexo antes do casamento já se tornou hábito nos relacionamentos, algo “normal” para muitos casais. Mas não só hábito, muitos casais utilizam mal e abusam desse grande dom que Deus nos concedeu, sem olhar para o mistério divino que nele existe. Utilizando-me da Teologia do Corpo, de São João Paulo II, espero transmitir o belo mistério divino que existe no ato sexual. O sexo é um presente de Deus que não se pode abrir antes da data especial.
O amor é o porquê do sexo só depois do casamento. Quando a Igreja ensina que os casais devem ter relações sexuais somente depois do matrimônio, é porque ela quer proteger o amor. O sexo, principalmente na adolescência, pode ser uma forte máscara para um falso amor. Será que realmente é amor fazer sexo antes do casamento ou é somente um pretexto para satisfazer os meus desejos e impulsos sexuais? Amar não é somente fazer sexo, mas doar-se nas pequenas coisas; o sexo é uma consequência do amor que quer se multiplicar, procriar e gerar vida.
A disposição para amar o outro não deve ser a relação sexual, mas a entrega total, diária e recíproca ao outro em Deus. Amar vem primeiro, sexo vem depois (matrimônio) e sempre ligado ao amor. É isso que a Igreja, com o seus ensinamentos, quer transmitir, é a proposta que a Igreja faz aos jovens.
Então, por que falar do sexo como um presente? Bem, o Youcat nos diz que “uma pessoa não pode doar nada maior à outra do que a si mesma”. São João Paulo II, quando fala do corpo como “sacramento”, quer dizer que “se trata de um sinal que torna visível o mistério invisível de Deus”. Portanto, a entrega do corpo à outra pessoa expressa totalmente uma autoentrega, ou seja, ela se entrega como presente especial.
No relacionamento rumo ao matrimônio, existem etapas que o casal deve seguir, e não as pode queimar. Não podem estragar a surpresa da entrega do presente. O namoro não é tempo de conhecer o corpo da outra pessoa, mas de conhecer a alma. É tempo de pensar em casar e não viver como “casado”. Mais adiante vem o noivado, um tempo de querer firmar um compromisso sério, de querer casar. A outra etapa é o sacramento do matrimônio, tempo de unir-se inteiramente à outra pessoa perante Deus e a Igreja, ser uma só carne.
“a relação sexual tem uma linguagem que proclama: ‘Eu sou totalmente teu até a morte. Eu te pertenço e tu me pertences até que a morte nos separe'”
Um dia, perguntaram a um estudante por que ele ainda não tinha estado na cama com uma jovem. Ele respondeu: “Ainda não sei com quem um dia casarei. Mas não quero trair já, neste momento, a minha futura esposa”. Veja a expressão de amor que esse estudante nos transmite: ele ama sua futura esposa mesmo sem ainda a conhecer; por isso, busca ser fiel desde já. Muitas coisas acontecem sem discernimento e sem espera; muitos jovens vivem infelizes ou enganados em seus relacionamentos.
A relação sexual não é divina, mas sinal do mistério divino da Trindade. É interessante e, ao mesmo tempo, muito belo quando São João Paulo II fala da sacramentalidade do corpo, na qual se expressa, também, no ato conjugal dos casais: “Nos sacramentos, o espírito e a matéria ‘beijam-se’. O Céu e a Terra abraçam-se numa união que nunca chegará ao fim”. Assim também acontece na relação entre o homem e a mulher que se entregam, sua alma e corpo se “beijam” numa união tão profunda que nunca chegará ao fim. Por isso, a relação sexual é um momento sagrado; e fazê-la antes do casamento é violar a sacralidade do grande mistério desse ato de entrega.
Por fim, a relação sexual tem uma “linguagem” que proclama: “Eu sou totalmente teu até a morte. Eu te pertenço e tu me pertences até que a morte nos separe”. Isso é declarar um amor forte como a morte, é alcançar o auge do verdadeiro amor pela outra pessoa. Esperar pelo sexo depois do casamento é expressão de respeito, amor e humildade; é a verdadeira prova de amor. Jovens, lutem pelo que permanece e não pelo que se esvazia em algumas horas de prazer antes do casamento.
Texto originalmente postado em: http://destrave.cancaonova.com/o-sexo-como-dom-e-presente-de-deus/

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Planejamento Familiar Natural

A vontade de limitar o número dos filhos provém de um fato concreto ou de desejos egoístas? Como a Igreja lida com os casais que querem limitar o número dos filhos? Padre Paulo Ricardo explica por que a Igreja condena os métodos contraceptivos, inclusive a camisinha, e indica o MOB - Método de Ovulação Billings. 



Planejamento Natural da Família é uma opção de vida. É a busca de algo que transforme, que vivifique, que dê sentido e razão. O método natural se plenifica no contexto de vida que o acolhe. Decorre da descoberta e valorização de uma individualidade verdadeira, de uma sexualidade plena, de uma abertura ao outro, de uma abertura à geração responsável de nova vida e sua acolhida generosa e feliz.

Este conjunto constitui uma nova e forte e encarnada espiritualidade do amor conjugal e da família. O Deus da Vida está presente e ativamente neste contexto, inspirando, alimentando com a sua graça, dando forças para que as pessoas possam cumprir com alegria a sua missão. Planejamento Natural da Família é uma opção de vida e de vivência do Amor em família.

O Método da Ovulação Billings é uma presente de Deus para a vida da Mulher! E este presente foi dado pelas mãos do casal Billings, médicos que juntamente com a sua equipe de colegas organizaram uma metodologia que pudesse permitir as mulheres identificar os seus sinais e sintomas de fertilidade. 

A mulher que deseja utilizar o Método de Ovulação Billings é instruída a ficar atenta, durante todo o dia, às mudanças no seu corpo. E a partir de suas observações anotar num gráfico, usando as suas próprias palavras para descrever as observações, as sensações e o que acha necessário para o seu bom entendimento dos seus períodos. Importante ressaltar que é indispensável o acompanhamento de um instrutor qualificado, o qual recebe um treinamento de 40 horas/aula, mais um estágio supervisionado de, no mínimo, seis meses, apresentando três estudos de caso para que seja reconhecido e qualificado para tal acompanhamento.

O que o Método de Ovulação Billings requer, para seu sucesso, é o autoconhecimento, o diálogo e a unidade do casal. Sua eficácia depende dessas condições.
Outro aspecto interessante: Casais que seguem o Método Billings testemunham que cresceram nesses três aspectos: conhecem-se mais, dialogam, inclusive sobre seus corpos, e assim vivem uma bela unidade. Longe de afastar o casal, o MOB desperta o namoro entre os cônjuges, sobretudo na pequena fase mensal em que a mulher está fértil e, porque o casal resolveu, em unidade, espaçar gravidezes.

Cegar as fontes da vida é um crime contra os dons que Deus concedeu à humanidade e uma manifestação de que a conduta se inspira no egoísmo, não no amor




“ESTE MÉTODO NÃO SERVE ONDE NÃO EXISTE O AMOR”
Drª Evelyn Billings


Fontes: https://padrepauloricardo.org/episodios/camisinha-e-metodo-billings
        http://www.cenplafam.com/portal/metodo-natural/