Mostrando postagens com marcador feminilidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador feminilidade. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Relação de Instrutores do Método de Ovulação Billings - MOB



Comunicamos aqui a relação de Instruores , cedida pela CENPLAFAM – Confederação Nacional de Centros de Planejamento Natural da Família, que são qualificados para o atendimento do Método de Ovulação Billings e que poderão contribuir com você para a aprendizagem e esclarecimento de dúvidas.
REGIÃO NORTE/NORDESTE
AMAZONAS
Cidade: Manaus
Instrutoras: Mª do Socorro e Ismênia
Contato: (092) 3237-1855 3236-8016
CEARÁ
Cidade: Fortaleza
Instrutora: Lucia F. S. Menezes
Contato: (085) 3088-5235 8877-2256
email – luciastudart@hotmail.com
Cidade: Sobral
Instrutora: Maria Claudia Galdino
Contato: (088) 3611-3472
PARAÍBA
Cidade: João Pessoa
Instrutora: Valéria M. L. Medeiros
Contato: (083) 3222-1176 / 3221-6385
PERNANBUCO
Cidade: Recife
Instrutor: Lúcio Monteiro
Contato: (081) 3269-8803
ALAGOAS
Cidade: Maceió
Instrutora: Maria Elba Risco Padilha
Contato: (082) 3241-2828
email – mariaelhapadilha@yahoo.com.br
BAHIA
Cidade: Salvador
Instrutora: Rosenilde P. Teixeira/ Casa de Maria
Contato: (071) 3363-7255
Cidade: Vitória da Conquista
Instrutora: Ângela Maria Melo P. Oliveira
Contato: (077) 3082-0017
email – givoneide_santos10@hotmail.com
Cidade: Itabatan
Instrutora: Enfermeira Maria Celina Toledo Martins
Contato: (-27) 3763-2370
Usuária de referência: Gorette Maciel Oliveira Silva
Contato: (073) 3605-2230
REGIÃO SUDESTE
Minas Gerais
Cidade: Belo Horizonte
Instrutores: CEAVI
Contato: Ana Paula e Esenclever (telefone: 31-3331-6272 e 31-9412-1314 email: anasm@oi.com.br)
Cidade: Belo Horizonte
Instrutora: Luciana M. P. Nakashima
Contato: (031) 3383-3429
Cidade: Divinópolis
Instrutores: Luciana e Alysson
Contato: (037) 3214-7988 alysson.maia@br.abnamro.com
Cidade: Itabirito
Instrutora: Jussara M.dos Reis Carvalho
Contato: (031) 3561-1339 Yechua@uol.com.br
Cidade: Itabirito
Instrutora: Lane D.M. dos Reis Baeta
Contato: (031) 3563-1389
Cidade: Itabirito
Instrutora: Luciana G. do Couto Assis
Contato: (031) 3563-2862 Marcianoassis@uol.com.br
Cidade: Itaúna
Instrutores: Adriana e Roberto
Contato: (037) 3241-0697
Cidade: Itaúna
Instrutores: Ceviva
Contato: ceviva.itauna@bol.com.br ceviva.itauna@yahoo.com.br
Cidade: Itaúna
Instrutores: Denise e Carlos (Ceviva)
Contato: (037) 3242-3823 ceviva_itauna@yahoo.com.br cevisaitaúna@yahoo.com.br
Cidade: Itaúna
Instrutores: Izabel e Evandro
Contato: (037) 3241-9296
Cidade: Juiz de Fora
Instrutores: Marilda e Vilela
Contato: (032) 3061-0018
Cidade: Machado
Instrutora: Jane Cristina de Melo Ferreira
Contato: (035) 9953-4061
Cidade: Mariana
Instrutora: Ângela Célia Horst Milanez
Contato: (031) 3557-3060
As pessoas residentes na Arquidiocese de Mariana-MG podem entrar em contato com o CEVAVI (Centro de Valorização da Vida) para obter mais informações sobre o MOB através do telefone: (31) 38914093 ou do email cevavi@gmail.com.
Cidade: Montes Claros
Instrutores: Manoel e Rosangela
Contato: (038) 3224-1856
Cidade: Pouso Alegre
Instrutora: Roséia
Contato: (035) 3421-7758
Cidade: Viçosa
Instrutora: Ana Maria Saraiva R. de Souza
Contato: (031) 3891-4093
Cidade: Viçosa
Instrutora: Aparecida C. M. de Carvalho
Contato: (031) 3891-4690
Cidade: Viçosa
Instrutora: Eliane José Ferrão
Contato: (031) 3891-5191 ferraovicosa@yhaoo.com.br
Cidade: Viçosa
Instrutora: Maria Ap. G. Alves da Silva
Contato: (031) 3891-0215
Espírito Santo
Cidade: Colatina
Instrutora: Marta R. L. Casrelurber
Contato: (027) 3721-6348
Cidade: São Mateus – referência de Assessoria do MOB para a Comunidade Canção Nova
Instrutor: Casal Celina e Gerson
Contato: (027)3763-2370 (periodo comercial) ou 3767 – 0963 ( periodo noturno)
email – psipensar@psipensar.com.br
Rio de Janeiro
Cidade: Itaguaí
Instrutora: Ir. Maria Geralda Rios
Contato: (021) 2688-7926
Cidade: Resende
Instrutores: Alessandra e Lucimar
Contato: (024) 3355-0145 alcristo@uol.com.br
São Paulo
Cidade: Americana
Instrutores: Kelly e Jamis
Contato: (019) 3462-5196 3462-5918
Cidade: Aparecida
Instrutora: Terezinha M. S. A. Nunes
Contato: (012) 3105-1214
Cidade: Araçoiaba da Serra
Instrutora: Marcia Ledo
Contato: (015) 3281-2213 marcialedo@alginet.com.br
Cidade: Araras
Instrutor: Onivaldo Mosca Júnior
Contato: (019) 3544-1589 3541-9975 onyvaldo@yahoo.com
Cidade: Assis
Instrutores: Paulo e Rosangela
Contato: (018) 3324-9546 pauloero@zipmail.com.br
Cidade: Barueri
Instrutora: Rosinete
Contato: (011) 4201-5333 7253-5238
Cidade: Bauru
Instrutora: Maria Luiza T. M. Monteiro
Contato: (014) 3223-3228 heu@fc.unesp.br
Cidade: Campinas
Instrutora: Valéria Campani
Contato: (019) 3251-6072
Cidade: Caçapava
Instrutores: Luciene e Matheus
Contato: (012) 3652-6562
Cidade: Cerquilho
Instrutora: Patrícia J. Mancio Gomes
Contato: (015) 33844673
Cidade: Cruzeiro
Instrutora: Eliane
Contato: (012) 31453643
Cidade: Dracena
Instrutora: Ana Maria M.
Contato: (018) 3821-3340
Cidade: Guarulhos
Instrutora: Flávia Negri
Contato: (11) 6401-7188
Cidade: Guarulhos
Instrutores: Maria Ester e Marcos
Contato: (011) 64972160 marcosmarester@ig.com.br
Cidade: Holambra
Instrutor: Terezinha T. V. der Geest
Contato: (019) 3802-1551
Cidade: Jundiaí
Instrutores: Niuza e Donizete
Contato: (011) 4533-7669 / 4585-5380 donfraneves@ig.com.br
Cidade: Lençóis Paulista
Analice Rodrigues de Uzêda – anaru86@gmail.com
Maurício Victor de Uzêda – muzeda86@gmail.com
Rua José Bonifácio 556, Vila Marimbondo, Lençóis Paulista – SP – 18683-420
Tel: 14-3263-3335 / 14-81556993 / 14-9631-3209
Cidade: Limeira
Instrutora: Marcelo e Sônia Cátia da Silva
Contato: (019) 3038-0196 marcelo_catia@yahoo.com.br
Cidade: Lorena
Instrutora: Ir. Maria da Glória C. Santos
Contato: (012) 3152-2869 casa.auxiliadora@terra.com.br
Cidade: Mogi Guaçu
Instrutora: Cláudia Benedetti Nery
Contato: (019) 3891-2678
Cidade: Mogi Mirim
Instrutores: Terezinha Lima Bueno
Contato: (019) 3862-1293 3862-1726
Cidade: Monte Alto
Instrutores: Cléa e Daniel de Almeida
Contato: 3243-3479
Cidade: Osasco
Instrutores: Vanessa e Augusto
Contato: (011) 3699-1672
Cidade: Ribeirão Preto
Instrutores: Adriana e Marcos
Contato: (016) 3637-2536 9716-0079
Cidade: Piraju
Instrutora: Luciana Bragança S. Barroso
Contato: (014) 3351-4135 3351-9222 ceifar ceifar@wiuf.com.br
Cidade: Santa Barbara D´Oeste
Instrutores: Antonio e Aparecida
Contato: (019) 3458-2190 9182-6741
Cidade: São Caetano do Sul
Instrutores: Gabriela e Ricardo Fernandes
Contato: (11) 8439-6919 riccasf@ig.com.br ricagabifernandes@vivax.com.br
Cidade: São Caetano do Sul
Instrutora: Silvia Maria Gueiros
Contato: (011) 4229-7112 8205-2815 silviagueiros@yahoo.com.br
Cidade: São Carlos
Instrutora: Olga Lúcia
Contato: (016) 33642848
Cidade: São José dos Campos
Instrutores: Cirlene e Anderson
Contato: (012) 3302 6408 cenplafamsjc@yahoo.com.br
Cidade: São José dos Campos
Instrutores: Vera e Braulino
Contato: (012) 3916-3152
Cidade: São Paulo
Instrutores: Elaine e Murilo
Contato: elainefranc@zipmail.com.br
Cidade: São Paulo – Sede da CENPLAFAM
Instrutoras: Enferimeria Heloisa e Ir. Martha
Contato: (011) 3889-8800 (periodo comercial) ou 3871-0245 ( periodo noturno)
e-mail: helopereira_cenplafam@hotmail.com
Cidade: São Paulo
Instrutores: Lucila e Paulo
Contato: (011) 6151-8845 lucila_queiroz@ig.com.br
Cidade: São Paulo
Instrutora: Marcia Goes Noel
Contato: (011) 59327546
Cidade: São Paulo
Instrutora: Marinalva
Contato: (011) 5939-2119 mari.farias@ig.com.br
Cidade: São Paulo
Instrutores: Maria e Valdomiro
Contato: (011) 58736611
Cidade: São Paulo
Instrutora: Renata Célia
Contato: (011) 5928-1030
Cidade: Tanabi
Instrutores: Tânia e Osmar
Contato: (017) 3272-4463
Cidade: Taubaté
Instrutora: Cecília Xavier Jorge
Contato: (12) 9751-1035
Cidade: Votorantim
Instrutora: Sandra M. M. Lopes
Contato: (015) 32437465
Cidade: Cachoeira Paulista – Comunidade Canção Nova
Instrutora: Missionária Fabiana Azambuja – Bia ou Enfermeira Cristiane ( Posto de Saúde)
Contato: 011 – 3186 – 2600 – solicitar ramal
email: mob@cancaonova.com

REGIÃO SUL E CENTRO-OESTE
PARANÁ
Cidade: Altônia
Instrutores: Jean e Elaine
Contato: (44) 3659-3770 jeanolivo@brturbo.com.br
Cidade: Altônia
Instrutores: José Cláudio e Ermida
Contato: (44) 3659-3044
Cidade: Cambé
Instrutora: Célia Cristina Melo
Contato: (43) 3254-4302
Cidade: Cambé
Instrutora: Wercy Costa da Silva
Contato: (43) 3251-3204
Cidade: Curitiba
Instrutores: Cenplafam-Curitiba
Contato: (41) 3233-8203
email – mavafreitas@hotmail.com
Cidade: Guarapuava
Instrutora: Dilselene
Contato: Dilselene.reis@camporeal.edu.br
Cidade: Guarapuava
Instrutor: Pe. Ronaldo da Cruz
Contato: (42)3623-8295 / 3624-3365
email – cruzreonaldo@terra.com.br
Cidade: Londrina
Instrutora: Alisangela Mazieiro
Contato: (43) 3328-1934
Cidade: Londrina
Instrutora: Ir.Lucimar Stefano
Contato: (43) 3322-2988
email – cenplafanlda@conectway.com.br
Cidade: Maringá
Instrutora: Ellen Carla Baraldi
Contato: elenbaraldi@hotmail.com
RIO GRANDE DO SUL
Cidade: Frederico Westphalen
Instrutora: Selita Beatriz Marioto
Contato: (55) 37441065 psi05655@al.uri.fw.com.br
Cidade: Santa Maria
Instrutora: Rosângela Maria Lovato
Contato: (55) 3226-7333
Cidade: Seberi
Instrutora: Angelita Wilczorek
Contato: (55) 37462278 titawilczo@hotmail.com
DISTRITO FEDERAL
Cidade: Brasília
Instrutor: Ana Firmina Borges
Contato: (061) 3352-7347
email – cenplafambsb@bol.com.br

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Conhecendo o MOB - Parte I



1 - Aprender o MOB
Aprender o MOB é muito fácil. Bastará tão somente que a mulher saiba dialogar com o seu próprio corpo, ficando sempre atenta aos sinais de que ele emite através da visão do muco e da sensação de secura ou umidade na vulva que este produz.
Uma dica para facilitar esse diálogo é a mulher  perguntar-se sempre:
-       Como sinto minha vulva agora?
O corpo emite sinais claros no tempo que antecede a ovulação, permitindo a mulher sentir-se segura na sua observação. No entanto, algumas mulheres sentem-se ansiosas ao iniciar o método, porque temem não conseguirem ter percepção alguma. Um exemplo fácil a ser aplicado neste caso, é o início da menstruação, a vulva neste período não está seca, a sensação que a mulher refere é de molhada ou de algo pegajoso e o sangue é visível, mas cabe salietar que a sensação da vulva molhada antecede  a visualização do sangue. A sensação na vulva é o evento  mais importante, garantindo o aprendizado a todas as mulheres, inclusive as deficientes visuais.

2 - Materiais Necessários
-    Caneta ou lápis de cor.
-    Papel para registro do gráfico.
-    Suas observações.

3 - Como realizar as observações
As observações são realizadas ao longo do dia, durante as atividades habituais: trabalhar, andar, praticar exercícios. Na posição em pé e com a movimentação do corpo, o muco cervical deixa o canal vaginal, alterando a sensação na vulva, porém é importante lembrar que nem sempre o muco é visível.  A mulher identifica a sensação na vulva e posteriormente realiza a inspeção do muco se possível. Não devem ser realizados exames internos, já que a  vagina é sempre molhada e essa atitude pode ocasionar confusão. O muco deve ser  visualizado  naturalmente, na roupa íntima, ao higienizar-se e/ou durante as eliminações fisiológicas.
A mulher se mantém em sintonia com seu corpo, tornando-se automático e harmônico memorizar as mudaças que ocorrem, para posteriormente anotá-las.

 4 - Registro do gráfico
Um registro diário é essencial no MOB, pois facilita o reconhecimento  dos sinais da fertilidade, tornando a mulher apta e segura.
As anotações das observações são realizadas a noite, já que a sensação na vulva pode ser alterada ao longo do dia.
Foi desenvolvido um registro padrão de cores ou símbolos para recordação das observações. Manter as anotações destas torna-se rapidamente algo natural.
O registro é muito simples, requer apenas que pinte ou marque  no gráfico, a cor ou símbolo apropriado, depois escreva duas ou três palavras que descrevam a sensação produzida pelo muco e sua aparência. O importante é anotar sempre a mesma palavra para descrever a mesma sensação e aparência, estas possibilitam informações precisas do ciclo. 
A medida que passam os dias, a mulher familiariza-se com suas anotações. O seu padrão de muco e as sensações que estes produzem em ciclos normais, começam a ser identificados. Caso exista alguma alteração no ciclo, como retardo ou adiantamento da ovulação, rapidamente esta também já pode ser reconhecida. As alterações no ciclo mais comuns são por: estresse, amamentação, pré-menopausa e interrupção da medicação hormonal.

5 - Quando iniciar o registro
Muitas mulheres acreditam que o primeiro registro deve acontecer no primeiro dia da menstruação, esta é uma prática equivocada e sem necessidade. O primeiro registro se inicia imediatamente após a aprendizagem (ítem 6), e sua duração para avaliação é usualmente de duas a quatro semanas. Neste período orienta-se a mulher ou o casal a abster-se de todo contato genital, chamado de silêncio genital, desta forma as observações não são prejudicadas pela secreção proveniente da relação e contato genital, que podem retardar o aprendizado.
A partir deste período, informações valiosas do ciclo menstrual serão identificadas, permitindo o reconhecimento de quando se está potencialmente fértil e quando se está infértil.
A familiarização com as observacões, anotações e a consulta com um instrutor licenciado, tornarão a mulher mais segura.

6 - Observações na vulva
Sensação – esta é a observação mais importante.
Toda mulher experimenta alguma sensacão na vulva. O muco cervical necessariamente produz uma sensação ao deixar o canal vaginal, que ao longo do dia, nas atividades diárias, a mulher o observa, ou pode ser treinada a observar. Esta pode ser de secura (nenhuma sensação) ou de molhada.

Os termos habitualmente utilizados são:
-       Seca – nenhuma sensação
-       Molhada – esta sensação é  variável, de acordo com o momento do ciclo menstrual. Existem duas  sensações experiementadas específicas, a mulher não se sente seca, descrita como algo pegajoso, molhada/pegajosa, e a sensação de algo que molha, descrita como algo que é escorregadio na vulva, molhada/lubrificada ou molhada/escorregadia.

Aparência – Ao sentir a presença do muco e se possível observação visual. Os termos habitualmente utilizados são:
-       Cor - opaco, turvo, claro, transparente, borra(quando está manchado de sangue), presença de fios.
-       Fluidez -   espesso, grosso, aquoso, fino
-       Quantidade – pouca, média e grande.

O fator quantidade é muito variável, pois é dependente da produção de muco de cada mulher.
A mulher não deve se apegar a essas descrições, pois são somente sugestões. Utilizar suas próprias palavras a cerca das sensações e aparência do muco, podem facilitar a observação, aprendizado e segurança, que posteriormente serão utilizadas no registro.
A descrição não precisa ter sentido para outras pessoas, simplesmente devem ser anotadas e posteriormente explicadas para uma instrutora qualificada.
Cabe relatar, que muitas mulheres, ao receberem as informações básicas do MOB, surpreendem-se nas anotações iniciais, pelas diferentes sensações observadas e de como o diálogo com seu corpo é verdadeiro.

[Continua...]


sábado, 17 de outubro de 2015

O que tem de bacana no Método Billings?



Então, vem ver o que tem de bacana?

O reforço da autoestima da própria mulher
  • Ela sabe o que está acontecendo em seu corpo, sabe que pode ter relações prevendo as consequências, dignifica seu corpo. Entende a função reprodutiva, compreende como funciona. Dar luz a estas incógnitas a faz mais dona de si mesma e permite a uma entrega maior a seu marido. Faz com que ele também se aproxime  a maravilhosa engrenagem do funcionamento do corpo do homem e da mulher. Conhecer o ciclo menstrual é chave para conhecer o porque a psicologia da mulher ao longo do mês também é cíclica. É positivo este conhecimento para as mulheres casadas e também para as jovens e adolescentes que tem que aceitar umas mudanças corporais e hormonais vertiginosas.
A responsabilidade compartilhada
  • Tanto o marido como a mulher responde por seus atos. Não estamos frente a um método anticonceptivo que falha ou não falha. São o marido e a mulher, no exercício de sua liberdade, quem toma uma decisão e a desejam cumprir, e entra no possível que, por determinadas circunstâncias, mude essa decisão, sendo eles os únicos responsáveis.
  • A responsabilidade é um exercício profundamente humano vinculado à liberdade, a possibilidade de decidir a cada momento o caminho a escolher.
O autocontrole é uma qualidade
  • Que permite assegurar o bem do outro, preocupar-se com que o outro necessita doar-se quando a ocasião o requer. O controle dos impulsos, em geral, e dos impulsos sexuais em particular favorece o crescimento do amor do casal.
  • “… o que parece a primeira vista mais bem mecânico (o respeito do “tempo  da mulher; que não se refere só aos períodos férteis, senão também  aos múltiplos ritmos da vida e as circunstâncias) e que exige às vezes espera e renuncia, e por tanto “trabalho e sacrifício”, é precisamente o que faz nascer uma espontaneidade distinta: profunda, secreta, permanente”.
Ajuda a descobrir a ternura e a afetividade que encerra a sexualidade
  • O domínio das manifestações genitais sobre outras mostras de afeto leva frequentemente a esquecer da ternura e todos os demais sinais de atenção recíproca.
  • O período de abstinência pode ajudar ao casal a descobrir a ampla gama de manifestações também corpóreas através das quais se podem expressar o amor.
  • Para que exista a ternura é necessário envolver-se com o outro através do espírito, a mente, o coração, o sentimento, as palavras, o gesto, o mesmo dom do corpo.
Desenvolvimento da comunicação
  • A diferença da contracepção em que um ou outro dos membros do casal utiliza um método, aqui os dois se veem levados a falar de sua sexualidade, a expressar o amor de diferente maneira, a comunicar as razões mais profundas que os podem levar a retardar uma gravidez. A utilizar a linguagem do corpo para expressar-se.
Estabilidade conjugal
  • Em última instância o que cresce é o AMOR conjugal. Cada um dos valores de que estamos falando dão suporte para o amor.
  • Quando o homem e a mulher se amam, se respeitam, expressam o amor em toda sua riqueza nos diferentes momentos do ciclo. Usam as próprias energias na pessoa amada, requer tempo e muitos pequenos detalhes cotidianos que entrelaçam a construção do verdadeiro amor porem de tudo isto emana paz e serenidade no lar.
  • Os Filhos, os parentes, a sociedade  percebem essa harmonia.
Respeito à vida
  • Compreender o milagre da vida é o início ao respeito à vida nascente.
  • Constata-se como muitos casais que tinham inúmeras razões para evitar uma gravidez, depois de alguns meses de aprendizagem abrem suas portas a um novo filho porque  redimensionaram sua vida, perderam o medo à vida porque agora sabem como ocorre, porque melhoraram em sua harmonia conjugal, enriqueceram sua afetividade.
  • Não poderíamos falar da regulação natural da fertilidade sem falar do respeito à vida e as fontes da vida.
Fontes: http://www.cenplafam.com/portal/metodo-natural/

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Planejamento Familiar Natural

A vontade de limitar o número dos filhos provém de um fato concreto ou de desejos egoístas? Como a Igreja lida com os casais que querem limitar o número dos filhos? Padre Paulo Ricardo explica por que a Igreja condena os métodos contraceptivos, inclusive a camisinha, e indica o MOB - Método de Ovulação Billings. 



Planejamento Natural da Família é uma opção de vida. É a busca de algo que transforme, que vivifique, que dê sentido e razão. O método natural se plenifica no contexto de vida que o acolhe. Decorre da descoberta e valorização de uma individualidade verdadeira, de uma sexualidade plena, de uma abertura ao outro, de uma abertura à geração responsável de nova vida e sua acolhida generosa e feliz.

Este conjunto constitui uma nova e forte e encarnada espiritualidade do amor conjugal e da família. O Deus da Vida está presente e ativamente neste contexto, inspirando, alimentando com a sua graça, dando forças para que as pessoas possam cumprir com alegria a sua missão. Planejamento Natural da Família é uma opção de vida e de vivência do Amor em família.

O Método da Ovulação Billings é uma presente de Deus para a vida da Mulher! E este presente foi dado pelas mãos do casal Billings, médicos que juntamente com a sua equipe de colegas organizaram uma metodologia que pudesse permitir as mulheres identificar os seus sinais e sintomas de fertilidade. 

A mulher que deseja utilizar o Método de Ovulação Billings é instruída a ficar atenta, durante todo o dia, às mudanças no seu corpo. E a partir de suas observações anotar num gráfico, usando as suas próprias palavras para descrever as observações, as sensações e o que acha necessário para o seu bom entendimento dos seus períodos. Importante ressaltar que é indispensável o acompanhamento de um instrutor qualificado, o qual recebe um treinamento de 40 horas/aula, mais um estágio supervisionado de, no mínimo, seis meses, apresentando três estudos de caso para que seja reconhecido e qualificado para tal acompanhamento.

O que o Método de Ovulação Billings requer, para seu sucesso, é o autoconhecimento, o diálogo e a unidade do casal. Sua eficácia depende dessas condições.
Outro aspecto interessante: Casais que seguem o Método Billings testemunham que cresceram nesses três aspectos: conhecem-se mais, dialogam, inclusive sobre seus corpos, e assim vivem uma bela unidade. Longe de afastar o casal, o MOB desperta o namoro entre os cônjuges, sobretudo na pequena fase mensal em que a mulher está fértil e, porque o casal resolveu, em unidade, espaçar gravidezes.

Cegar as fontes da vida é um crime contra os dons que Deus concedeu à humanidade e uma manifestação de que a conduta se inspira no egoísmo, não no amor




“ESTE MÉTODO NÃO SERVE ONDE NÃO EXISTE O AMOR”
Drª Evelyn Billings


Fontes: https://padrepauloricardo.org/episodios/camisinha-e-metodo-billings
        http://www.cenplafam.com/portal/metodo-natural/

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Feminilidade


Ao longo dos anos, a mulher tem lutado para ter seu espaço na sociedade. Muitas destas lutas vieram dos movimentos feministas que assumiram diversas bandeiras no correr da história. A primeira expressão de reivindicações surgiu quase que de forma simultânea na França, no Reino Unido e nos Estados Unidos, entre os séculos XIX e XX, com as “sufragistas”, movimento que defendia o direito de voto das mulheres.
Ainda nesta primeira onda, o feminismo propõe um certo antagonismo ao homem e à sociedade patriarcal. Começa a surgir uma rivalidade entre os sexos, quando a identidade de um passa a ser perigo para o outro. O feminismo começa, então, a assumir uma relação de poder entre os sexos¹.
Somos uma juventude que colhe os frutos amargos do feminismo. A origem desse movimento era positiva: alcançar os direitos da mulher. Qual problema da mulher ser bem remunerada, ter o direito de votar e conquistar seu espaço na sociedade? Nenhum! Afinal homem e mulher têm a mesma dignidade perante Deus, pois ambos foram criados à sua imagem e semelhança.

O problema está na forma como esse movimento foi alcançando tais resultados. Um movimento que poderia construir uma sociedade mais justa e fraterna foi criando uma rivalidade entre o homem e a mulher. A mulher para conquistar seu espaço foi agredindo a dignidade do homem e se agredindo na medida em que ia assumindo uma postura e comportamento contrários a sua missão inicial, em sua criação!²

Desta forma, nos lembra o Cardeal Joseph Ratzinger:

“Qualquer perspectiva que pretenda se propor como luta dos sexos, não passa de uma ilusão e perigo, pois desembocaria em situações de segregação e de competição entre homens e mulheres, promovendo um solipsismo que se nutre de uma falsa concepção da liberdade.”

Hoje em dia as mulheres não se preocupam em ser femininas, e sim feministas. Se uma mulher tem pensamentos diferentes do feminismo e quer viver sua vida dentro dos ensinamentos bíblicos, ela acaba sendo encarada como um ET. A sociedade hoje incentiva a mulher a competir com o homem e a ser independente. Além dos exageros com a imagem e ao incentivo a sensualidade, a sociedade se condicionou a viver em um duelo Homem X Mulher. 

É preciso resgatar, acima de tudo, o valor da mulher como portadora da imagem de Deus (Gn 1, 26) e o papel dela no contexto da criação: ajudar o homem a sair de uma condição da qual era impossível ele sair sozinho – sua solidão existencial.

“O feminismo foi criando na mulher uma autossuficiência, como se ela não precisasse do homem nem para ter filhos; mas nós sabemos que a grande desgraça da autossuficiência é que ela fecha a pessoa para o amor”, diz Emmir Nogueira, formadora geral da Comunidade Shalom.

A feminilidade é uma realidade projetada e criada por Deus - seu dom precioso a toda mulher - e, sob um aspecto diferente, um gracioso presente também para os homens. Nem o homem nem a mulher são suficientes para abrigar, sozinhos, a imagem divina (Gn 1, 27). Os dois juntos, no entanto representam a imagem de Deus. Ao criar a mulher Deus se preocupou em fazê-la especial e complementar ao homem e, para isso, concedeu a ela o dom da feminilidade.

A submissão é o ingrediente da feminilidade. Mas não me venha jogar pedras! Compreenda o sentido dessa submissão... Como noiva, a mulher no casamento abre mão da sua independência, sou convidada a me doar, a não ser mais egoísta, mas a caminhar em dupla. Não tomar mais decisões pautadas apenas nas minhas vontades, mas a pensar no meu par, naquele que um dia eu disse pra mim mesma que era o cara digno de passar o resto dos dias ao meu lado. Sou convidada ainda a acrescentar um sobrenome, a mudar o meu endereço, e, por ultimo no quarto nupcial, abro o meu corpo para o noivo. Como mãe, eu abro mão, no real sentido, da própria vida em beneficio do filho. Não é uma submissão que me desmerece! Não! Eu possuo um valor incrível quando aprendo a desfazer de mim para amar o outro. Foi o que Jesus me ensinou, do alto da cruz...

A feminilidade é receptiva. Ela aceita o que Deus lhe dá, seguindo o exemplo de Maria (Lc 1, 38), e não insistir no que não lhes é dado, repetindo o engano de Eva (Gn 3, 1-6). A missão da mulher é afetar a sociedade por meio da influência da família. Sabe, ser feminina não é apenas o que somos, também é o que fazemos. Nossa identidade feminina vem com uma tarefa singular: mudar o mundo. Mudar o mundo através dos nossos filhos ou daqueles que Deus colocar em nosso caminho. Somos chamadas a educar, a amar, com brandura corrigir, orientar. Passar valores. Mostrar aos que nos cercam com a docilidade que nos é típica os caminhos para uma sociedade justa e caridosa.

Ensina o Papa São João Paulo II: "Quando dizemos que a mulher é aquela que recebe amor para, por sua vez, amar, não entendemos só ou antes de tudo a relação esponsal específica do matrimônio. Entendemos algo mais universal, fundado no próprio fato de ser mulher no conjunto das relações interpessoais, que nas formas mais diversas estruturam a convivência e a colaboração entre as pessoas, homens e mulheres. Neste contexto, amplo e diversificado, a mulher representa um valor particular como pessoa humana e, ao mesmo tempo, como pessoa concreta, pelo fato da sua feminilidade. Isto se refere a todas as mulheres e a cada uma delas, independentemente do contexto cultural em que cada uma se encontra e das suas características espirituais, psíquicas e corporais, como, por exemplo, a idade, a instrução, a saúde, o trabalho, o fato de ser casada ou solteira." (Mulieris Dignitatem, 29)

O desafio da feminilidade é que você seja uma mulher realmente santa. A feminilidade é característica da alma feminina, que faz parte do projeto de Deus. É um tesouro a ser guardado e acalentado a cada dia. 


Que Maria, exemplo maior de mulher, nos ensine a verdadeira feminilidade. Que possamos, como ela, sermos fortes e capazes de mudar a história, com docilidade, brandura e amor infinito.


Texto baseado em:
1 - O feminismo e a luta dos sexos [http://destrave.cancaonova.com/o-feminismo-e-a-luta-dos-sexos/]
2- Você sabe o que é Feminismo? [http://blog.cancaonova.com/revolucaojesus/2012/01/23/voce-sabe-o-que-e-feminismo/]